Em uma viagem de férias, um dos meus destinos foi Marrocos, país que fica ao norte da África e tem metade do território ocupado pelo deserto do Saara. A capital é Rabate, mas é Casablanca, a maior – e mais conhecida –  cidade do país, com 5,5 milhões de habitantes, que realmente atrai os visitantes, assim como eu.

A quantidade de turistas por lá é significativa. Em 2018, o país recebeu mais de 11 milhões de pessoas de janeiro a novembro. O motivo é o fato de Marrocos estar bem próximo da Espanha e de Portugal, ou seja, os europeus são figuras constantes no país.

A grande maioria dos marroquinos é muçulmana e os costumes e crenças são bem diferentes de países como o Brasil. A moda segue as tradições da religião praticada como o uso de burcas e lenços pelas mulheres, enquanto outras mais liberais adotam o estilo europeu.

Durante a visita, passei em frente a alguns cafés nos quais a presença de mulheres não é bem-vinda, o que, infelizmente, é bem comum por lá. Muitos locais são frequentados somente por homens, algo que é tratado com bastante naturalidade.

Mesmo assim, comparado com outros países muçulmanos, Marrocos é bem mais tolerante e permissivo pelo contato direto com a cultura ocidental.

 

Sobre o idioma

A língua oficial é árabe, mas o francês também é muito utilizado por conta de seu histórico colonial com a França. Também é possível encontrar alguns marroquinos que falam inglês, mas é um pouco mais difícil.

 

Sobre o dinheiro

Como todo bom vendedor, a maioria dos comerciantes de lá está superacostumada a negociar. Aliás, a pechincha é prática comum! Por isso, sempre questione os valores, já que o preço inicial nunca é o final. Grande parte dos estabelecimentos aceita dólar ou euro, mas a moeda oficial marroquina chama-se dirham. Um dirham equivale a mais ou menos 40 centavos de Real. É essa a conversão que a gente gosta, não é?

 

 

 

Sobre o clima

Eu fui durante a primavera e não sofri tanto com o frio. Levei alguns casacos mais grossos e usava com blusinha ou t-shirt por baixo e isso funcionou superbem no decorrer do dia. Os dias amanhecem gelados, esquentam à tarde e esfriam ao pôr do sol novamente.

Para quem for visitar o país no verão, primeiro desejo boa sorte (dizem que é um calor de matar) e, segundo, evite decotes generosos e saias ou shorts muito curtos ou justos.
Lembre-se que cultura é bem diferente da brasileira e os olhares maliciosos dos homens podem incomodar além da conta. Aposte em saias longas ou médias, camisetas, batas, pantalonas, macacões e lenços. Nos pés, opte por sapatos confortáveis para poder caminhar.

 

 

O que comer

O sabor dos alimentos é bem marcante, pois as comidas são temperadas com diversas especiarias. Legumes e frango são bastante consumidos pelos marroquinos, mas os temperos deixam tudo com um gostinho bem diferente do paladar brasileiro.

Para quem aprecia um bom chá, uma boa notícia: o país é um dos maiores importadores do produto. Por essa razão, tem chá de todos os tipos e para todos os gostos.

Vale ressaltar que é muito importante tomar todos os cuidados de higiene possíveis, como lavar sempre as mãos e não comer em qualquer lugar, já que as condições do país não são as melhores.

 

Aonde ir

O primeiro ponto turístico que visitei trata-se da segunda maior mesquita do mundo a Mesquita Hassan II, a única aberta ao público não muçulmano. O tamanho realmente impressiona e os mosaicos coloridos nas paredes são belíssimos.

Há também um Minarete com mais de 200 m de altura. Os minaretes são torres típicas da arquitetura muçulmana e é do alto deles que um funcionário conhecido como “muezzin” convoca a população às orações.

 

 

 

Outro lugar que vale a pena a visita é a medina de Casablanca. Medinas são a parte mais antiga das cidades e, geralmente, são envoltas por muralhas, como se fossem fortalezas.
Em seu interior, há de tudo: desde bancas de comércio até mesquitas e escolas.

 

 

 

Se você nunca entrou em uma medina, aqui vai uma dica valiosa: grave bem por onde entrou. Elas são verdadeiros labirintos e é muito comum turistas se perderem no meio dos becos e ruelas. Ah! E cuidado com o assédio. Na mesma hora que percebem que você é turista, tentam se aproveitar disso forçando vendas ou pedindo trocados. Diga não com firmeza que eles entenderão, mesmo que um pouco contrariados.

 

Também visitei uma cidade chamada El Jadida, que fica a aproximadamente 1h30 de Casablanca. Supercharmosa, a cidade já pertenceu a Portugal no passado e tem uma herança histórica bem rica. Garanti alguns cliques e voltei encantada com as paisagens.

 

 

 

Provavelmente você já deve ter ouvido falar de um filme chamado “Casablanca” (1942) em que o protagonista frequenta o famoso “Rick’s Café”. Pois é! Esse lugar realmente existe e é superconcorrido por turistas. Infelizmente, não consegui entrar, já que as reservas precisam ser feitas com bastante antecedência. Mesmo assim, uma foto na frente do Rick’s já vale a pena!

Quando o assunto é viagem, acredite: você está fazendo um ótimo investimento.
Pense em toda a experiência que você terá e tudo o que vai aprender. Cada centavo vale! O segredo é se programar!

Espero que vocês tenham embarcado comigo nessa viagem para um país tão exótico como o Marrocos e tenham gostado das dicas!